Arquitetura Gótica

Fachada da Catedral de Armiens

Arquitetura gótica é um estilo arquitetónico que segundo pesquisas, é evolução da arquitetura românica e precede a arquitetura renascentista. Foi desenvolvido na França em pleno período medieval, onde originalmente se chamava “Obra Francesa” (Opus Francigenum). O termo ‘gótico’ só apareceu no final do Renascimento como um insulto estilístico.Com o gótico, a arquitetura ocidental atingiu um dos pontos culminantes da arquitetura pura. As abóbadas cada vez mais elevadas e maiores, não se apoiavam em muros e paredes compactas e sim sobre pilastras ou feixes de colunas. Uma série de suportes que eram constituídos por arcobotantes e contrafortes possuíam a função de equilibrar de modo externo o peso excessivo das abóbadas. Desta forma, imensas paredes espessas foram excluídas dos edifícios de género gótico e foram substituídas por vitrais e rosáceas que iluminavam o ambiente interno.

O estilo gótico ficou marcado em muitas catedrais europeias, entre elas a de Notre-Dame, Chartres, Colônia e Amiens, a maioria classificada como Patrimônio Mundial da UNESCO. Muitas catedrais góticas caracterizam-se pelo verticalismo e majestade, denominando-se durante a Idade Média, como supremacia e influência para a população.

Contexto histórico

Fachada Sul da Catedral de Notre-Dame de Chartes. A catedral foi uma das primeiras a serem construídas com estilo gótico durante o século XII na França e em todo o Continente Europeu.

Por volta do século X o continente europeu estava em crise e o poder real estava enfraquecido, consequentemente sucedido pelo feudalismo. A França estava ameaçada de invasão e o povo buscou refúgio nas poucas e precárias fortalezas que no país se encontravam.

Durante este período foram criadas esculturas, pinturas e outros meios artísticos exibindo o pânico pressentido pela população. Século depois, como a profecia católica não se realizou, ocorreram uma série de fatos históricos como as Cruzadas, a construção das primeiras universidades e o enfraquecimento do feudalismo que embora não tenha sido extinto a princípio. Neste período surge um novo estilo artístico, arquitetónico e cultural, baseado nos estilos romanos mas que eram combinados com as novas tendências e necessidades: o Opus Francigenum (“Estilo francês”). A partir do ano de 1127, já era possível encontrar catedrais portando este género arquitetónico e anos após, o Estilo francês já espalhava-se por toda a Europa Medieval. Na França, a primeira catedral construída com o novo estilo foi a Basílica de Saint-Denis, localizado na região de Île-de-France, onde hoje fica Paris. Alguns anos após, o poder feudal é derrotado e o poder real toma a Europa novamente graças à burguesia e proletários. Com o retorno da monarquia a população adquire mais influência e para comemorar a série de fatos e acontecimentos, buscavam cada vez mas as igrejas e catedrais para cumprir com suas responsabilidades religiosas e agradecerem. Como o estilo arquitetónico românico era formado por pouca iluminação, os europeus buscaram o estilo francês (que é uma evolução arquitetónica da romana) para construir as novas catedrais e igrejas.

Elementos arquitetónicos de estruturas góticas

Até a atualidade, a arquitetura gótica ficou conhecido por ser encontrada com mais frequência nas grandes catedrais e em outros estabelecimentos eclesiásticos construídos ainda no início do período medieval, período em que exerciam grande influência em toda Europa. Durante o período gótico – século XII à século XV – o poder religioso buscava converter sua “importância” para as estruturas de igrejas, catedrais e abadias através da grandiosidade dimensional presente na arquitetura gótica.[6][7][8][9]
Como a arquitetura gótica foi ulma evolução da arquitetura românica, foram desenvolvidos alguns elementos que ajudaram nas construções góticas, como o arco de ogiva e a abóbada de cruzaria, que tornaram-se as principais características do estilo arquitetónico. Geralmente, a fachada das estruturas góticas busca seguir a verticalidade e a leveza e no interior, busca um ambiente iluminado.

Planta arquitetónica

A planta de uma catedral com arquitetura gótica é pouco diferente de uma catedral encontrada antes do surgimento do estilo gótico. Geralmente, as catedrais possuem a aparência semelhante a uma cruz latina (crucifixo), onde situa-se a nave, os transeptos e o coro; na parte inferior da “cruz” fica localizada a nave central circundada por naves laterais; na faixa horizontal havia os transeptos e o cruzeiro; na base da nave tinha-se uma fachada principal. Existem também torres, porém localizadas em partes variadas.

Arcos de ogiva

Pessoas avistando uma das entrada do oeste da Catedral de Amiens, França. Os portais possuem traços ogivais góticos e foram construídos durante meados do século XIII.

Os arcos de meia circunferência que haviam sido usados em igrejas e catedrais de arquitetura românica faziam com que todo o peso da construção fosse descarregado sobre as paredes, obrigando um apoio lateral resistente como pilares maciços, paredes mais espessas, poucas aberturas para fora tornando, consequentemente, o interior das estruturas eclesiásticas mais escuras e cada vez menos agradável.

Este arco foi substituído pelos arcos ogivais (também chamados de arcos cruzados). Isso dividiu o peso da abóbada central, consequentemente, descarregando-a sobre vários pontos, ao invés de um e também, podendo usar material mais leve para a abóbada ou mesmo para as bases de sustentação. No lugar dos sólidos pilares, foram usados colunas ligeiramente afinadas que passaram a receber o peso da abóbada. Deste modo, as paredes foram perdendo a importância como base de sustentação, passando a serem feitas com materiais frágeis como o vidro. Passaram a ser usados então, belos vitrais coloridos, dando origem a tão necessitada luminosidade no interior de igrejas e catedrais.

Abóbadas em cruzaria

Abóbada da Abadia de Beverley, Inglaterra. As abóbadas góticas, assim como os arcos, possuem formato ogival.

As catedrais românicas possuíam um sistema estrutural baseado em espessas paredes e abóbadas semicirculares localizadas logo abaixo do telhado.
Estes sistemas estruturais deveriam ser espessas e com poucas aberturas, pois resistiam à esforços verticais e esforços horizontais, gerados pelo telhado, abóbada e por fortes ventos. Como o estilo arquitetónico gótico seguia as doutrinas religiosas da época, era necessário que as catedrais fossem exuberantemente altas, grande luminosidade e uma plena continuidade entre o início de seus pilares e o cume de suas abóbadas. Durante o auge da arquitetura gótica uma das principais características deste estilo arquitetónico foram as abóbadas ogivais, ou seja, com formato pontiagudo.

Iluminação

Raios solares filtrados pelas rosáceas da Catedral de Metz, França. Os vitrais também são fundamentais para uma boa iluminação no interior das catedrais.
Considerada uma arquitetura ‘de paredes transparentes, luminosas e coloridas’, a arquitetura gótica considera o vitral um importante elemento, pois cria uma atmosfera mística que deveria sugerir, na visão do povo medieval, as visões do Paraíso, a sensação de purificação. Os raios solares são filtrados pelos vitrais e rosáceas, criando no interior da estrutura gótica, um ambiente iluminado e colorido e também, transmitindo aos fiéis religiosos uma sensação de êxtase. Os vitrais apresentavam simples formas geométricas ou mesmo imagens de santos ou passagens bíblicas. Para obter-se um vitral na época, era necessário que um artesão realizasse um processo de coloração da peça de vidro. Durante este processo, o vidro cru era misturado a outros componentes químicos que determinavam a respectiva tonalidade, durante a fase de derretimento. Este processo mantinha o vidro com um tom de cor sem que bloqueasse os raios solares. Após este procedimento o vidro era aquecido e moldado.

Assim como os vitrais, as rosáceas visam estabelecer um ambiente iluminado no interior das estruturas góticas, porém possuem algumas características diferentes. Estão localizadas, geralmente, em um local alto nos estabelecimentos eclesiásticos, geralmente em regiões próximas ao portal das fachada principal a Oeste ou mesmo no transepto, em pelo menos um de seus extremos. Assim como a arquitetura gótica no geral possui uma relação com a religiosidade, as rosáceas fazem alusão à personagens cristãos como Jesus Cristo (que é representado pelo sol) e Maria (representada pela rosa).

Suportes exteriores

Arcobotantes da Abadia Beverley. Os arcobotantes estão localizados na parte exterior das estruturas eclesiásticas. Ver também: Arcobotante & Contraforte
Ao contrário das espessas paredes da arquitetura românica, a arquitetura gótica é constituída por paredes finas e geralmente possuidoras de enormes vitrais e rosáceas. Para que a estrutura eclesiástica fique elevada é necessário usar dois elementos que servem como suporte: o contraforte e o arcobotante. O contraforte fica posicionado em um ângulo reto em relação à estrutura gótica contra a parede lateral e eleva-se a uma altitude considerada alta, em um enorme grau de perfeição. O peso do contraforte neutraliza a pressão causada pelas abóbadas. O arcobotante possui uma caixilharia diagonal de pedra, escorado ao lado pelo contraforte posicionado próximo à parede e por outro lado pela clarabóia da nave. Deste modo, o arcobotante dirige o peso lateral das abóbadas e associado aos contrafortes possui uma força enorme. Graças à estes dois suportes, foi possível construir catedrais, basílicas, igrejas e capelas exuberantemente altas, com muitos vitrais e rosáceas.

Verticalismo e majestade

Fachada principal da Catedral de Amiens, França. A religião buscava elevar suas construções ao maior nível de altitude, para transmitir sua majestade.
Outra característica importante das estruturas eclesiásticas góticas é o verticalismo, ou seja, sua elevada altitude. No interior e exterior das construções góticas, os elementos arquitetónicos apontam para o céu. Um exemplo conhecido são os arcos ogivais, que são pontiagudos e possuem a impressão de uma seta apontada para cima. Este verticalismo da arquitetura gótica tenta exibir-se cada vez mais próxima de Deus e destacar sua magnificência dentro de sua respectiva cidade como uma clara referência religiosa. Em uma visão geral, as catedrais sofreram rivalidade entre vários centros urbanos que possuem edifícios com proporções superiores.

Gárgulas e esculturas santas

Embora sua temática seja diferenciada da arquitetura, as esculturas góticas e as gárgulas estão muito presente nas catedrais e outros estabelecimentos eclesiásticos.
Como elemento arquitetónico, as gárgulas possuem a função de escoar as águas pluviais da cobertura e telhado dos edifícios góticos, impossibilitando-a de escorrer pelas paredes exteriores, degradando o local. Existem também opiniões diferentes sobre o elemento. Uma delas é que as gárgulas não servem para esta função de escoar a água e sim apenas para decorar o ambiente. A opinião mais controversa é de que as gárgulas sirvam para proteger os templos e durante o período da noite criam vida. Este obscuro boato colaborou para que as pessoas passassem a acreditar que as gárgulas serviam também para afastar os maus espíritos, imagem que se consagrou e é recitada pelos guias de turismo em toda a Europa. As esculturas de gárgulas representam seres conhecidos como quimeras.

Além das gárgulas e esculturas grotescas, existem outras esculturas religiosas presentes na arquitetura gótica. Através destas, eram expressadas a fé e religiosidade que o povo europeu sentia. Os caracteres esculturais seguem o fundamento gótico do verticalismo e são, majoritariamente, encontrados em portais e colunas. As esculturas, muitas vezes, representam personagens bíblicos como a Virgem Maria e alguns santos.

Outros elementos arquitetónicos

A arquitetura gótica possui outros elementos arquitetónicos que não foram citados acima. Alguns deles, possuem uma função em seu posicionamento mas outros servem como decoração.

A arcada por exemplo, não possui uma função específica, serve apenas como elemento arquitetónico decorativo. As arcadas, como o próprio nome revela, são arcos ogivais (na arquitetura gótica) posicionados em sequência, geralmente próximo aos claustros. Não possuem vitrais, rosáceas e nem qualquer outro tipo de elemento à base de vidro, o que possibilita a penetração dos raios solares como em qualquer outro local aberto. O florão está situado em uma extremidade exterior e elevada dos edifícios góticos. Como o próprio nome revela, o elemento representa uma flor e possui apenas utilidades decorativas. O capitel é a extremidade superior de uma coluna, pilar ou pilastra e possui utilidades decorativas e técnicas, como o sustento e a transmissão de força para o fuste. O tramo é formado por uma abóbada e seus elementos de descarga de peso; no sentido transversal é formado por dois arcos torais ou dobrados, longitudinalmente por dois arcos formeiros que separam a nave principal das laterais e por arcos cruzeiros que formam as arestas ou nervuras da abóbada. Já o cogulho é representado por uma pedra que faz alusão à folhas estilizadas.

Arquitetura Brutalista

A arquitectura brutalista foi um movimento arquitetônico desenvolvido por arquitetos modernos em meados das décadas de 50 e 60. O brutalismo desenvolveu-se a partir de uma radicalização de determinados preceitos modernos. Apesar de hoje ser chamado como movimento, não se constituiu efetivamente de um projeto coletivo com ideais comuns.
O brutalismo privilegiava a verdade estrutural das edificações, de forma a nunca esconder os seus elementos estruturais (o que se conseguia ao tornar o concreto armado aparente ou destacando os perfis metálicos de vigas e pilares). Apesar das duras críticas dos brutalistas à “ornamentação desnecessária”, em muitos casos eles mesmos se viram em situações formalistas ao extremo.
Os últimos projetos de Le Corbusier costumam ser apontados como prenunciadores do movimento. No Brasil, a arquitetura brutalista, juntamente com o construtivismo russo influenciou a obra de diversos representantes da chamada Escola Paulista, dentre os quais João Batista Vilanova Artigas, Hans Broos e Paulo Mendes da Rocha
Em São Paulo
Esse tipo de arquitetura é relativamente comum na região central de São Paulo. Um dos exemplos mais lembrados é o Edifício São Vito[carece de fontes], que foi demolido. Mas em outras regiões do município de São Paulo desapareceu a forte presença de imóveis brutalistas devido à atuação do mercado imobiliário, uma vez que essa arquitetura não caiu no gosto dos consumidores. Ainda assim, é possível apreciar este tipo de arquitetura em vários locais da cidade, entre eles as estações do Metrô, especialmente aquelas construídas nos anos 70 e 80. Algumas delas, como a Estação Armênia, chegaram a ganhar prêmios de arquitetura na época. Outros exemplos são a Igreja São Bonifácio, projetada por Hans Broos, o condomínio empresarial Central Park Ibirapuera, na Rua Estela, o prédio do MASP na Avenida Paulista, o prédio do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, na Avenida Professor Ascendino Reis, na Vila Clementino e o Estádio do Morumbi.

Arquitetura High Tech

Projeto de Renzo Piano

A Arquitetura High Tech, ou de Alta Tecnologia, é uma corrente da arquitetura, emergente nos anos 70, muito centrada no emprego de materiais de tecnologia avançada nas construções, como o próprio nome indica. No Design, também, teve forte marcação. Historiadores classificam-na dentro de um chamado Tardo-modernismo, juntamente com outras atitudes estéticas, como o Slick-tech, numa alusão aos valores contrapostos às atitudes pós-modernas associadas a este tipo de intervenção que caracteriza a High Tech. Um exemplo famoso deste tipo de arquitetura é o Centro Pompidou em Paris, projetado por Richard Rogers e Renzo Piano.

Arquitetura Orgânica

A Casa da Cascata de Frank Lloyd Wright na Pensilvânia.

A arquitetura orgânica, arquitetura organicista ou ainda organicismo foi uma escola da arquitetura moderna influenciada pelas idéias de Frank Lloyd Wright. Apesar de ter surgido nos EUA, desenvolveu-se ao redor de todo o mundo. Um arquiteto europeu considerado organicista foi Alvar Aalto.
O conceito do organicismo foi desenvolvido através das pesquisas de Frank Lloyd Wright, que acreditava que uma casa deve nascer para atender às necessidades das pessoas e do caráter do país como um organismo vivo. Sua convicção era de que os edifícios influenciam profundamente as pessoas que neles residem, trabalham ou rezam, e por esse motivo o arquiteto é um modelador de homens.
De uma forma geral, a arquitetura orgânica é considerada como um contraponto (e em certo sentido, uma reação) à arquitetura racionalista influenciada pelo International style de origem européia.

Arquitetura Construtivista

Narkomtizhprom, Irmãos Vesnin, 1934.

A arquitectura construtivista foi um movimento na arquitectura moderna que se desenvolveu na União Soviética na década de 1920 e 1930. Aliava os avanços na tecnologia e engenharia sob uma óptica social comunista. Embora dividido por várias facções rivais, o movimento produziu inúmeros projectos pioneiros antes de cair em desgraça por volta de 1932. A sua produção exerceu uma influência considerável nos movimentos de arquitectura do século XX.

A arquitectura construtivista destacou-se a partir do movimento construtivista nas artes, que se tinha formado a partir do futurismo Russo. A arte construtivista tentava aplicar a visão tridimensional cubista a composições totalmente abstractas e não objectivas através de elementos cinéticos. Após a Revolução Russa de 1917, o movimento foca a sua atenção nas novas exigências sociais e industriais impostas pelo novo regime. Emergiram duas correntes distintas, a primeira encabeçada pelo Manifesto realista de Antoine Pevsner e Naum Gabo, dizendo respeito ao espaço e ritmo; e a segunda representava uma luta dentro do Narkompros, entre os que argumentavam uma “arte pura” e os produtivistas como Alexander Rodchenko, Varvara Stepanova e Vladimir Tatlin, um grupo com maior foco nas questões sociais e que pretendia que a arte fosse incorporada na produção industrial.

Em 1922 ocorre uma separação quando Pevsner e Gabo emigram. O movimento desenvolve-se então seguindo uma visão utilitarista. A maioria produtivista obtém o apoio do Proletkult e da revista LEF, e torna-se mais tarde a influência dominante do colectivo de arquitectura OSA.

Outro projecto relevante do início do movimento foi uma tribuna móvel para Lenine, concebida por El Lissitzky em 1920. Durante a Guerra civil russa, o grupo UNOVIS, centrado à volta de Lissitzky e Kasimir Malevich, desenha vários projectos que fazem o casamento contra-natura da abtracção não objectiva do suprematismo com objectivos mais utilitários, através da concepção de cidades ideais construtivistas.

Arquitetura Comtemporânea

A arquitetura contemporânea é, em muitos aspectos, um apanhado para descrever os estilos modernos que compartilham uma variedade de recursos e ainda não foram classificados.

O termo “contemporâneo” também é um pouco impreciso, porque pode referir-se a edifícios de 70 ou 80 anos de idade. Mas em uma idade onde os estilos clássico são tão populares quanto os estilos mais novos, é importante ter uma visão ampla do que separa os dois.

A arquitetura contemporânea, então, é geralmente reconhecida como um movimento onde os métodos tradicionais de construção e recursos de ornamentação são utilizados.

Aspectos

É também um dos primeiros movimentos arquitetônicos que adotaram métodos de construção completamente novos e se baseiam mais na funcionalidade do que no estilo.

 Características

Quando a arquitetura contemporânea é abrangente, o termo geralmente se refere exclusivamente para as casas, enquanto os edifícios são classificados de acordo com seu estilo em particular.

Por exemplo, um edifício de escritórios poderia caber dentro do movimento contemporâneo, mas continua a ser considerado arte-deco, ou estilo internacional. A principal razão para isso é o foco da arquitetura contemporânea na funcionalidade ao contrário do design.

Por exemplo, as casas podem ser modificadas de várias formas para trabalhar melhor os seus ocupantes, mas edifícios de escritório com os novos recursos são geralmente vistos como tendo abandonado a funcionalidade – um prédio de escritórios de forma que as entradas de ventilação estejam expostas, provavelmente seriam vistas como estilo internacional, enquanto que uma casa feita desta forma é provável que seja visto como contemporânea.

Exemplo

Se você notar uma casa de estilo contemporâneo é geralmente assim denominada porque um ou mais dos atributos comuns do movimento estão aparentes.

As coisas mais comuns sobre este estilo que as pessoas percebem geralmente são uma mistura de materiais da parede, como pedra, tijolo e madeira, todos combinados na mesma superfície.

As vigas de madeira expostas, e uma abundância de vidro são outras características do material comum dessas casas. As casas contemporâneas podem frequentemente ser identificados por telhados planos, com níveis de divisão, e por grandes saliências.

 Um Estilo Clássico e de Fineza Absoluta

Enquanto as casas contemporâneas podem frequentemente ter um visual fantástico ou extravagante, elas são geralmente muito mais refinado e prático que outros estilos de decoração.

As grandes janelas, por exemplo, podem incentivar a poupança de energia e utilização de energia solar, enquanto a divisão em níveis são empregadas para ajudar a casa a trabalhar melhor com a terra em torno dela.

Estilo

O maior fator influenciando a arquitetura contemporânea é provavelmente a tecnologia de construção de casas – como este evolui, vai ser interessante ver como as mudanças de estilo funcionam.

Arquitetura Neoclássica

Capitólio de Washington

No fim do século XVIII e início do XIX, a Europa assistiu a um grande avanço tecnológico, resultado direto dos primeiros momentos da Revolução Industrial e da cultura iluminista. Foram descobertas novas possibilidades construtivas e estruturais, de forma que os antigos materiais (como a pedra e a madeira) passaram a ser substituídos gradativamente pelo concreto (betão) (e mais tarde pelo concreto armado) e pelo metal. Paralelamente, profundamente influenciados pelo contexto cultural do Iluminismo europeu, os arquitetos do século XVIII passaram a rejeitar a religiosidade intensa da estética anterior e o exagero luxuriante do barroco. Buscava-se uma síntese espacial e formal mais racional e objetiva, mas ainda não se tinha uma ideia clara de como aplicar as novas tecnologias em uma nova arquitetura. Inseridos no contexto do neoclassicismo nas artes, aqueles arquitetos viram na clássica a arquitetura ideal para os novos tempos.

O neoclassicismo não se pretendeu, de fato, um estilo novo (diferente da arte clássica renascentista). Ocorria muito mais uma cópia do repertório formal clássico e menos uma experimentação desta forma, tendo como diferença a aplicação das novas tecnologias.

Arquitetura Barroca

O barroco surge no cenário artístico europeu em dois contextos bastante claros durante o século XVII: primeiramente havia a sensação de que, com o avanço científico representado pelo Renascimento, o classicismo, ainda que tivesse alavancado este progresso, não mais tinha condições de oferecer todas as respostas necessárias às dúvidas do Homem. O Universo não era mais o mesmo, o mundo havia se expandido e o indivíduo sentia querer experimentar um novo tipo de contato com o divino e o metafísico. As formas luxuriantes do barroco, seu espaço elíptico, definitivamente antieuclidiano, foram uma resposta a estas necessidades.

O segundo contexto é o da Contra-Reforma promovida pela Igreja Católica. Com o avanço das igrejas protestantes, a antiga ordem romana cristã (que, em certo sentido, havia incentivado o advento do mundo renascentista) estava sendo suplantada por novas visões de mundo e novas atitudes perante o Sagrado. A Igreja sentiu a necessidade de renovar-se para não perder os fiéis, e viu na promoção de uma nova estética a chance de identificar-se neste novo mundo. As formas do barroco foram promovidas pela instituição em todo o mundo (especialmente nas colônias recém-descobertas), tornando-o o estilo católico, por excelência.

Arquitetura Maneirista

Mosteiro dos Jerônimos

Com o desenrolar do Renascimento e o constante estudo e aplicação dos ideais clássicos, começa a surgir entre os artistas do período um certo sentimento anticlássico, ainda que suas obras continuassem, em essência, predominantemente clássicas. Neste momento, surge aquele que foi chamando de maneirismo.

Os arquitetos maneiristas (que rigorosamente podem continuar sendo chamados de renascentistas) apropriam-se das formas clássicas mas começam a desconstruir seus ideais. Alguns exemplos do maneirismo:
São constantes as referências visuais em espaços internos aos elementos típicos da composição de espaços externos: janelas que se voltam para dentro, tratamento de escadas externas em alas interiores de edifícios, etc.
O já consagrado domínio da perspectiva permite experimentações diversas que fogem ao espaço perspectico dos períodos anteriores.

Michelângelo é um dos arquitetos renascentistas que podem ser chamados de maneiristas.

Arquitetura Renascentista

Florença, exemplo de arquitetura renacentista.

O espírito renascentista evoca as qualidades intrínsecas existentes no ser humano. O progresso do Homem – científico, espiritual, social – torna-se um objetivo importante para o período. O Classicismo, redescoberto, e o Humanismo surgem como o guia para a nova visão de mundo que manifesta-se nos artistas do período.

A cultura renascentista mostra-se multidisciplinar e interdisciplinar. O que importa ao homem renascentista é o culto ao conhecimento e à razão, não havendo para ele separação entre as ciências e as artes. Tal cultura mostrou-se um campo fértil para o desenvolvimento da arquitetura, uma matéria que da mesma forma não vê limite entre as duas áreas.

A arquitetura renascentista mostrou-se clássica, mas não se pretendeu neoclássica. Com a descoberta dos antigos tratados (incompletos) da arquitetura clássica (dentre os quais, o mais importante foi De Architetura de Vitrúvio, base para o tratado De Re Aedificatoria de Alberti), deu-se margem a uma nova interpretação daquela arquitetura e sua aplicação aos novos tempos. Conhecimentos obtidos durante o período medieval (como o controle das diferentes cúpulas e arcadas) foram aplicados de uma nova forma, incorporando os elementos da linguagem clássica.

A descoberta da perspectiva é um aspecto importante para se entender o período (e especialmente a perspectiva central): a ideia de infinito trazida pela manipulação do ponto de fuga foi bastante utilizada como elemento cênico na concepção espacial daqueles arquitetos.

A perspectiva representou uma nova forma de entender o espaço como algo universal, compreensível e controlável através da razão do Homem. O desenho tornou-se o principal meio de projetação, assim como surge a figura do arquiteto solitário (diferente da concepção coletiva dos edifícios medievais). Os novos meios de concepção do projeto influenciaram a concepção espacial dos edifícios no sentido em que as visuais são controladas, direcionadas para um ponto de vista específico. O poder da perspectiva de representar universalmente a realidade não se limitou a apenas descrever a experiência, mas também a antecipá-la projetando a imagem de volta à realidade.

Entre os principais arquitetos da Renascença se incluem Vignola, Alberti, Brunelleschi e Michelângelo.

Arquitetura Moderna

Com o fim da Idade Média a estrutura de poder européia modifica-se radicalmente. Começam a surgir os estados-nacionais e, apesar da ainda forte influência da Igreja Católica, o poder secular volta a subjugá-la, especialmente com as crises decorrentes da Reforma Protestante.

Antigos tratatos arquitetônicos romanos são redescobertos pelos novos arquitetos, influenciando profundamente a nova arquitetura. A relativa liberdade de pesquisa científica que se obteve permitiu algum avanço nas técnicas construtivas, permitindo novas experiências e a concepção de novos espaços.

Algumas regiões italianas, e Florença em especial, devido ao controle das rotas comerciais que levavam a Constantinopla, tornam-se as grandes potências mundiais e é nelas que se desenvolveram as condições para o desenvolvimento das artes e das ciências.

Arquitetura Medieval

Interior da Catedral de Notre Dame

A tecnologia do período desenvolveu-se principalmente na construção das catedrais, estando o conhecimento tectônico sob o controle das corporações de ofícios.

Durante praticamente todo o período medieval, a figura do arquiteto (como sendo o criador solitário do espaço arquitetônico e da construção) não existe. A construção das catedrais, principal esforço construtivo da época, é acompanhada por toda a população e insere-se na vida da comunidade ao seu redor. O conhecimento construtivo é guardado pelas corporações, as quais reuniam dezenas de mestres-obreiros (os arquitetos de fato) que conduziam a execução das obras, mas também as elaboravam.

A Cristandade definiu uma visão de mundo nova, que não só submetia a vontade humana aos desígnios divinos como esperava que o indivíduo buscasse o divino. Em um primeiro momento, e devido às limitações técnicas, a concepção do espaço arquitetônico dos templos volta-se ao centro, segundo um eixo que incita ao percurso. Mais tarde, com o desenvolvimento da arquitetura gótica, busca-se alcançar os céus através da indução da perspectiva para o alto.

Estilos medievais
• Arquitetura paleocristã
• Arquitetura visigótica
• Arquitetura moçárabe
• Arquitetura bizantina
• Arquitetura mourisca
• Arquitetura românica
• Arquitetura gótica

Arquitetura Clássica

Templo de Hefesto em Atenas

A arquitetura e o urbanismo praticados pelos gregos e romanos destacava-se bastante dos egípcios e babilônios na medida em que a vida cívica passava a ganhar importância. A cidade torna-se o elemento principal da vida política e social destes povos: os gregos desenvolveram-se em cidades-estado e o Império Romano surgiu de uma única cidade. Durante os períodos e civilizações anteriores, os assuntos religiosos eram eles mesmos o motivo e a manutenção da ordem estabelecida; no período greco-romano o mistério religioso ultrapassou os limites do templo-palácio e tornou-se assunto dos cidadãos (ou da pólis): surge aí a palavra política, absolutamente relacionada à ideia de cidade. Enquanto os povos anteriores desenvolveram apenas as arquiteturas militar, religiosa e residencial, os gregos e romanos foram responsáveis pelo desenvolvimento de espaços próprios à manifestação da cidadania e dos afazeres cotidianos: a ágora grega definia-se como um grande espaço livre público destinado à realização de assembléias, rodeada por templos, mercados, e edifícios públicos. O espaço da ágora tornara-se um símbolo da nova visão de mundo que incluía o respeito aos interesses comuns e incentivador do debate entre cidadãos, ao invés da antiga ordem despótica.

Os assuntos religiosos, contudo, ainda possuíam um papel fundamental na vida mundana, mas agora foram incorporados aos espaços públicos da pólis. Os rituais populares tomavam lugar em espaços construídos para tal, em especial a acrópole. Cada lugar possuía a sua própria natureza (genius locci), inseridos em um mundo que convivia com o mito: os templos passaram a ser construídos no topo das colinas (criando um marco visual na cidade baixa e possibilitando um refúgio à população em tempos de guerra) de forma a tocar os céus.

Arquitetura da Antiguidade

Pirâmides egípcias

À medida que as comunidades humanas evoluíam e aumentavam, acometidas pelas ameaças bélicas constantes, a primeira modalidade arquitectónicas a se desenvolver foi essencialmente a militar. A humanidade confrontava-se com um mundo povoado de deuses vivos, gênios e demónios: um mundo que ainda não conhecia nenhuma objetividade científica. O modo como os indivíduos lidavam com a transformação de seu ambiente imediato era então bastante influenciado pelas suas crenças. Muitos aspectos da vida cotidiana estavam baseados no respeito ou na adoração ao divino e ao supernatural. O poder divino, portanto, equiparava-se (ou mesmo superava) o poder secular, fazendo com que os principais edifícios das cidades fossem os palácios e os templos. Esta importância fazia com que a figura do arquitecto estivesse associada aos sacerdotes (como no Antigo Egipto) ou aos próprios governantes e a execução dos edifícios era acompanhada por diversos rituais que simbolizavam o contacto do Homem com o divino.

As cidades marcavam uma interrupção da natureza selvagem, consideradas o espaço sagrado em meio natural. Da mesma forma, os templos dentro das cidades marcavam a morada dos deuses em meio ao ambiente humano.

Divisões

  • Arquitetura egípcia
  • Arquitetura assíria
  • Arquitetura babilônia
  • Arquitetura etrusca
  • Arquitetura minóica
  • Arquitetura micênica
  • Arquitetura persa
  • Arquitetura suméria